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Meta deberá detallar la actuación del ‘Exército do Lula’ tras la petición de Nunes Marques

O Globo Sarah Teófilo original

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Documento original en portugués. El museo ha traducido los títulos y resúmenes.

Meta terá que detalhar atuação do 'Exército do Lula' após Nunes Marques cobrar explicações

A Meta, dona do WhatsApp, terá que enviar nesta sexta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório técnico sobre a suspeita de ações coordenadas no canal "Exército do Lula". A ordem foi dada na quinta-feira pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que estipulou um prazo de 24 horas para que os dados sejam apresentados.

O canal é administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e atualmente conta com 8,3 milhões de seguidores.

A três dias do segundo turno, o magistrado citou a possibilidade de comportamento "potencialmente irregular" no espaço digital.

"(Determino a) avaliação da existência de padrões de atuação coordenada, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e articulação entre contas, canais e plataformas, com explicitação dos parâmetros técnicos utilizados para sua identificação e classificação, inclusive quanto à distinção entre mobilização legítima e comportamento coordenado potencialmente irregular", escreveu o presidente da Corte.

O pedido partiu da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A empresa deverá, entre outros pontos, analisar padrões de engajamento e distribuição de conteúdo; avaliar o fluxo de distribuição, fazendo uma rastreabilidade das informações publicadas; e informar se houve impulsionamento pago ou distribuição patrocinada dos conteúdos.

O ministro também determinou que o Google e a rede social X informem, em 24 horas, se identificaram amplificação coordenada de termos e hashtags específicos entre os dias 18 e 20 de outubro.

Desde o fim do primeiro turno, o canal de WhatsApp criado por Janones virou a principal ferramenta de mobilização digital de apoiadores do PT. Em poucos dias, saltou de 50 mil pessoas para 4 milhões, chegando a mais de 8 milhões nesta quinta-feira.

O tamanho e o alcance do grupo gerou preocupação na campanha de Flávio, que conseguiu no dia 11 a suspensão do canal com uma liminar de Nunes Marques. A decisão foi logo revertida após o caso gerar mal-estar no TSE, já que o mesmo assunto era tratado em processo sob a relatoria de Ricardo Villas Bôas Cueva.

Na sexta-feira, o TSE aprovou uma mudança na resolução sobre propaganda eleitoral para definir critérios para o funcionamento de canais de WhatsApp vinculados às campanhas.

Um dos pontos em discussão era se o canal criado por Janones teria que ser obrigatoriamente vinculado e cadastrado pela campanha de Lula.

Representantes do PT pediram que o meio fosse considerado independente, já que era administrado pelo deputado.

Conforme as novas regras, a vinculação de canais, fóruns online e outras plataformas às campanhas foi definida a partir de critérios "indicativos de recomendação, colaboração ou controle".

Entre as condições estão o uso de recursos ou suporte tecnológico das campanhas.

Convites para divulgação do link de convite ou do endereço do canal nos perfis ou canais oficiais da campanha também são considerados para vincular o espaço digital às campanhas.

O detalhamento sobre a regras de inscrição de canais foi importante para as campanhas para que os candidatos não sejam punidos por eventuais crimes eleitorais cometidos por apoiadores. Em resposta ao movimento de Janones, a campanha de Flávio impulsionou o crescimento do canal "Tropa do Flávio", hoje com 2,1 milhões de usuários.

O canal do WhatsApp funciona de forma diferente de grupos tradicionais do aplicativo. Neste espaço, apenas quem é o administrador pode fazer postagens, e os demais participantes interagem compartilhando os conteúdos ou reagindo ao que é veiculado com emojis.

No contexto da campanha, ambos os lados tentam empregar um linguajar bélico para mobilizar os inscritos e difundir o conteúdo elaborado pelo dono da conta.

O canal do WhatsApp é visto pelas campanhas como um "canhão". Capaz de alterar, por exemplo, os assuntos mais falados na rede social "X" em poucos minutos. Ou então forçar o algoritmo do Instagram a entregar a mensagem desejada pela replicação em massa.